Mulher

        

 

Mergulhar no seu pensamento…

Uma tarefa muito trabalhosa,

Limites inalcançáveis, sem objeção.

Honra é poetizar o seu momento…

Erros, acertos, porém, sempre maravilhosa,

Rumores incertos, decisões sem hesitação.

 

Mergulhar no seu sentimento…

Uma outra tarefa indecifrável,

Loucos momentos, atropelos, enfim.

Heterogênea, falar dela eu tento…

E essa poesia é incompleta, inefável,

Reluto, insisto, escritas sem fim.

 

                                                     (Majal-San / /08.03.1995)

 

 

 

mulher – 1995

Impulso

Impulso

Meus instintos maliciosos

Arrebentam a divisa

Já tão cobiçada,

Assim, procurando

Límpido teu orgasmo.

 

Saíram meus instintos

Atrevidos e exagerados,

Navegantes espermáticos

 

Assumiram o comando,

Ultimaram nosso tesão,

Destruíram as barreiras,

Agora me tornaram

Zangão da tua colmeia.

                             (Majal-San // 01.03.1991)

 

Mrs. Darkness (tiquetaques constantes)

Mrs. Darkness

Meus escuros momentos trazeM

Assombrações eróticas na madrugadA

Rumores atravessam suspiros de amoR

Infelizmente tu és o fim do meu álibI

Aguento mudo e surdo estridente a palavrA

 

Corro, paro, corro, caio ao tic taC

Lamentável desse relógio insuportáveL

Alavanco gestos insignificantes de raivA

Rotineira outra madrugada a me atormentaR

Assombração, solidão e a surda palavrA.

                       (Majal-San // 20 07 2012)

3º Ato

Louco, o coadjuvante rasga o script,

O palco para os seus atos se torna pequeno,

Um beijo ardente, despedida – antídoto e veneno.

Rumo insano ao desconhecido roteiro…

Doidas frases saem em gritos da sua voz insana,

E agora sem sentidos o pequeno ator esbraveja,

Sem sentido essa louca cena o engana.

                                                                 (Majal-San // 20.10.2011)

2º Ato

Levantei a cabeça e mergulhei profundo…

Os meus braços e atos guiados por ti,

Um tropeço aqui outro acolá – mundo imundo.

Revitaliza-me mostrando motivos para sorrir,

Dedica teu ombro dando-me o teu apoio leal,

E me conforto de imediato no teu seio

Sendo um figurante feliz nessa peça real.

                                                                          (Majal-San // 19.10.2011)

1º Ato

Lúcida, tu me guiaste à retidão.

Oferendas justas e retas adequaste,

Ungiste meus remissíveis pecados…

Reorganizando meus atos me aturaste.

Dividiste alegrias – seguimos fortes.

Evidenciaste felicidade – sigamos fortes!

Suporta esse “traste” e suas cenas sem cortes.

                                                                          (Majal-San // 18.10.2011)