Meu veneno


Meu veneno

O teu nome me morde a nuca

e me irrita, e me invade,

revela, grita, e me expõe.

 

E antes que eu sonhe

teu nome me acorda, e abala,

perfura, penetra e me enjaula.

 

E antes que eu sonhe

teu nome me excita, e me larga,

aflora, incita, e me mata.

 

O teu nome mastiga minha mente

e me condena, e me executa,

suborna, e me oferece cicuta.

 

                            (Majal-San // 13  12  2018)

De repente

Uma caneta aí por favor

Uma caneta pros meus versos

Uma caneta pra esse horror

Uma caneta é o que peço

 

Um favor pra tal caneta

Alguns versos para essa caneta

Um horror se esconde da caneta

Eu peço urgentemente a caneta

 

Uma caneta para o escarro no papel

Uma caneta para fingir o céu

Uma caneta para tirar-me do léu

Uma caneta – amarga – o fel.

(Majal-San//10.11.2016)

(6 cm)

 

(Majal-San // 02.01.2005)

 

Vulcões com erupções previstas ou aguardadas.

Terremotos acontecidos e esperados.

Maremotos destruidores e inesperados.

Água destruindo, quando previam fogo.

A mesma destruição sem previsão.

O que (será) é pior?

Fogo ou água?

Amor ou ódio?

Fidelidade ou traição?

Amizade ou rivalidade?

Precaução ou descaso?

Nada é (será) pior que tua falta.

 

Nem mesmo meu planeta quebrado.